“Ao longo de quatro anos recolheram-se e analisaram-se dados de diversas organizações, efetuaram-se entrevistas e visitas in loco e testaram-se hipóteses. Identificaram-se assim sete fatores comuns às organizações de maior sucesso e que são para nós um referencial que, adequado à nossa realidade, tentamos seguir”.
Entre os sete fatores destacam-se a cultura de serviço ao cliente; alinhamento dos produtos ou serviços com as incumbências da organização; desenvolvimento de estratégias baseadas em dados e informação sólida; investimento sustentado numa cultura de diálogo e compromisso; liderança com agente ou intermediário na disponibilização de ideias através de uma comunicação interna e externa adequada; adaptabilidade da organização e estabelecimento de parcerias estratégicas.
Orlando Monteiro da Silva salientou ainda os desafios que a OMD tem pela frente, nomeadamente “a nova Lei Quadro das APPs e a elaboração de um novo estatuto a propor ao Governo e Assembleia da República; a implementação da Tabela de Nomenclatura; as especialidades; a alteração da legislação sobre branqueamentos dentários e o desafio da cultura da lusofonia e intercâmbio internacional, com os nossos colegas dos países de língua e expressão portuguesa: através do estabelecimento de plataformas de reconhecimento de diplomas e atribuição do título profissional, de tratamento de doentes em Portugal, de apoio à formação, formação contínua e ensino pré e pós graduado”.
No final deixou uma mensagem positiva: “atrás de uma crise, uma certeza: a seguir virá a recuperação. Temos que continuar a liderar, como clínicos, como médicos dentistas, nos nossos consultórios, nas clínicas, no setor público e privado, nos jardins-de-infância, nos centros para idosos, no voluntariado. Temos de ter a liderança das boas práticas, da autonomia, da qualidade dos serviços prestados para continuar a ter o respeito da sociedade”.


