Salientando a eficácia da vacina para evitar as complicações da gripe, Francisco George revelou que “nem sempre há o encontro exato entre a composição da vacina e os vírus que estão a circular”, avança a edição online da Sic Notícias. O diretor-geral de Saúde sublinhou também que o aumento da mortalidade registado em Portugal foi igualmente registado em outros países da União Europeia e está associado à circulação de uma estirpe do vírus da gripe menos comum, mas preponderante este ano, o A (H3N2).
A mortalidade geral em Portugal, “estimada em 105 mil óbitos por ano”, não pode ser tratada numa lógica de médias diárias, semanais ou mensais, uma vez que funciona por “picos”. “A mortalidade não se distribui em Portugal de forma regular e uniforme ao longo das semanas do ano. É um fenómeno com um acentuado comportamento cíclico ligado às semanas frias”, declarou.
A vacina é preparada em fevereiro no hemisfério Norte para ser utilizada a partir de outubro e é durante esses meses que podem ocorrer pequenas mutações. “O vírus da gripe é como um camaleão, está sempre em mudança”. São essas mutações que ficam fora das estimativas na preparação da vacina e que estão agora a ser estudadas.