Um dos grandes objectivos dos organizadores do evento está, portanto, cumprido. A percentagem de jovens dentistas ou alunos nos últimos anos dos vários cursos de medicina dentária é bastante alta. A SAÚDE ORAL, percorrendo o espaço do evento, falou com alguns jovens visitantes com o intuito de perceber os reais motivos da presença na exposição. “Venho à procura de produtos atuais e que tenham preços em conta”, diz-nos Gabriela Castro, estudante do último ano de Medicina Dentária do Instituto Superior de Ciências da Saúde – Norte, no Porto. Relativamente ao mercado de trabalho, mostra-se despreocupada. “Já tenho as coisas mais ou menos encaminhadas”, sorri.
Também do Porto e igualmente no último ano de Medicina Dentária do Instituto Superior de Ciências da Saúde veio Raquel Afonso. Segundo a aspirante a médica dentista, a lotação dos auditórios têm sido um problema. “Penso que não tem havido uma distribuição inteligente dos temas pelas salas. Há auditórios pequeníssimos com temáticas muito interessantes e, por isso, completamente lotados. Há até colegas sentados no chão! Depois observamos espaços enormes quase vazios. Não faz sentido”, critica.
Outra estudante que acedeu em prestar declarações à SAÚDE ORAL foi Cristina Rodrigo que, ainda a meio da licenciatura, veio até ao Centro de Congressos de Lisboa para aprofundar conhecimentos teóricos. “Os painéis estão muito bons. Temas atuais, oradores de grande nível e utilização de uma linguagem clara e eficaz, situação não muito comum quando falamos de áreas mais técnicas como é a medicina dentária”, explica. Sobre a Expo-Dentária, Cristina Rodrigo refere que “estão presentes as grandes marcas da indústria, o que permite perceber o que há disponível no mercado”.