A SAÚDE ORAL falou com Wohrle no intervalo de uma das suas apresentações para perceber quais os objetivos das suas palestras em Lisboa. “Vim falar sobre o estado da implantologia na medicina dentária. Tem havido muitos avanços e quis mostrar algumas novas formas de trabalhar sobre o assunto”, começou por dizer.
Ainda sobre os motivos que o trouxeram ao congresso, o orador lembrou que “a prevenção de potenciais problemas relacionados com a duração das restaurações dos implantes” foi um dos pontos fulcrais da sua apresentação.
Questionado sobre o futuro da implantologia, Wohrle foi claro: “melhorar a tecnologia existente através de novos aparelhos, se possível mais pequenos, para um melhor manuseamento; diminuir o período de recuperação no paciente e diminuir o preço dos tratamentos, que são algo dispendiosos”.
À boleia da intenção de diminuir o preço dos tratamentos, o especialista admitiu que a crise chegou, igualmente, à costa oeste dos Estados Unidos. “Notou-se imenso a crise na Califórnia. As pessoas começaram a ir menos vezes ao dentista. É normal…certas coisas ficam para trás e a medicina oral, em alguns casos, é a primeira área em que as pessoas abdicam”, revelou.
A terminar, Wohrle elogiou a organização do evento e da exposição, recordando que “as empresas europeias têm sempre uma vasta gama de produtos altamente fiáveis e inovadores”. “Os europeus trabalham muito bem nesta área”, finalizou.