Investigadores da Newcastle University, no Reino Unido, analisaram dois grupos de indivíduos: o primeiro possuía uma dentição permanente completa e o segundo era constituído por indivíduos com próteses dentárias.
No final do estudo, segundo o “Simple Steps”, os investigadores concluíram que as pessoas pertencentes ao primeiro grupo (com uma dentição permanente completa) não comiam mais frutas e vegetais em comparação com os indivíduos do segundo grupo. Contudo, os indivíduos com próteses dentárias tendem, por sua vez, a ingerir mais sumos de fruta e vegetais.
Outro aspecto importante é que a investigação incidiu em dois grupos que apresentavam diferenças significativas. Em comparação com aqueles que possuíam uma dentição natural, as pessoas com próteses dentárias estudadas pertenciam a faixas etárias mais velhas – eram sobretudo reformados – e com um baixo nível de educação.
Daí que, segundo David Albert, professor associado na Columbia University College of Dental Medicine, estas diferenças possam afectar os resultados. «Futuras investigações devem estudar os indivíduos com próteses dentárias em comparação com pessoas com dentições permanentes completas de grupos etários semelhantes», sugeriu.
O estudo evidencia, assim, que um aperfeiçoamento da capacidade de mastigação das pessoas com próteses dentárias não motiva uma melhoria na dieta. Outras barreiras a uma alimentação saudável também devem ser analisadas.
Próteses dentárias não impedem consumo de frutas e vegetais
Os indivíduos que tiveram necessidade de colocar próteses dentárias não deixam de comer frutas e vegetais porque não conseguem mastigar devidamente, de acordo com um estudo publicado na edição de Agosto do “Journal of Dental Research”.


