Os farmacêuticos gostavam de receber mais formação em saúde oral. A conclusão é de um estudo recentemente realizado pela Universidade de Queensland e revela que os profissionais do setor da farmácia acreditam que dar conselhos sobre saúde oral faz parte das suas funções e que ter acesso a mais informações sobre o tema poderia aumentar a sua confiança para oferecer aconselhamento aos pacientes.
“Os farmacêuticos têm um papel muito importante a desempenhar ao nível da saúde oral, mas que não é reconhecido. Temos um sistema de saúde em que as pessoas têm pouco acesso a médicos dentistas. Os farmacêuticos podem ser capazes de ajudar a facilitar o fardo dos pacientes com problemas de saúde oral”, refere Christopher Freeman, um dos autores do estudo.
No âmbito deste estudo, 84% dos farmacêuticos revelaram-se confiantes o suficiente para recomendar e aconselhar produtos de saúde oral, contudo, apenas 68% se mostrou confiante em identificar doenças orais, com 97% a indicar que poderiam beneficiar de mais formação/educação sobre saúde oral para a sua prática diária.
Além disso, apenas 8% dos farmacêuticos reportaram fazer perguntas aos pacientes acerca dos seus hábitos de consumo de tabaco, com 10% a indicar que nunca o faz.


