Segundo o Infarmed, o «zinco é uma substância que existe em inúmeros produtos e fundamental para a saúde do organismo. Apenas se usado durante longos períodos de tempo (vários anos) e em quantidades excessivas, o zinco poderá acumular-se no organismo e por essa via provocar algumas perturbações. Se usados de acordo com as instruções de utilização, estes produtos não apresentam riscos significativos».
A empresa recebeu no ano passado, a nível internacional, um número maior de notificações de acontecimentos adversos. «Em conjunto com a literatura publicada, estes sugerem que o uso excessivo destes produtos, habitualmente ao longo de vários anos, podem levar ao desenvolvimento de elevados níveis de zinco no organismo», refere a GSK em comunicado.
Ao uso deste tipo de produtos podem estar associados sintomas neurológicos como dormência, formigueiro ou fraqueza dos braços e pernas, dificuldades em andar e de equilíbrio e perturbações sanguíneas tais como a anemia. O zinco é apenas absorvido quando engolido.
De acordo com o Infarmed, «até à data, nenhuma outra empresa comunicou a intenção de descontinuar a produção, distribuição e publicidade deste tipo de produtos».


