Luciana Molin França, cirurgiã dentista, aplicou em 100 pacientes um questionário, dividindo a população em dois grupos, sendo que um deles recebeu tratamento dentário e o outro não. Através das respostas foi possível analisar os dados e constatar as diferenças estatísticas entre os dois grupos. Segundo Lucina, uma das conclusões “é que o tratamento odontológico sozinho não foi capaz influenciar a qualidade de vida dos pacientes. Mas detetámos algumas co-variáveis associadas que puderam também exercer influencias positivas ou negativas na qualidade de vida dessas pessoas”.
As diferenças entre os dois grupos recaem nos domínios da dor e vitalidade. Luciana esclarece que, através de algumas características da doença, o dentista pode ser capaz de auxiliar no diagnostico do HIV/Sida. “O atendimento a um paciente com Sida não é mais complexo que o de uma pessoa sem a doença. Mesmo assim, ainda há um certo estigma por parte de alguns profissionais”, conclui.


