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SPH quer código de cores para concentração de sal nos alimentos

SPH quer código de cores para concentração de sal nos alimentos

Fernando Pinto, o novo presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, defendeu uma rotulagem dos alimentos fácil de entender em relação à quantidade de sal que contêm e sugeriu um código de cores para facilitar a interpretação.

Na apresentação do estudo sobre “Prevalência da HTA e consumo de sal em Portugal”, o responsável reivindicou a regulamentação da atual legislação sobre a redução da quantidade de sal nos alimentos.

O estudo revelou que os portugueses ingerem atualmente 10,7 gramas de sal por dia, ou seja, 5,2 gramas a mais do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (5,5 gramas/dia), embora nos últimos sete anos se tenha assistido a uma redução de 1,3 gramas de sal por dia.

De acordo com o cardiologista Luís Martins, um dos coordenadores do estudo, esta redução de 1,3 gramas/dia “apesar de pequena, é uma redução significativa, dado que grande parte dos países levaram cerca de 20 anos a conseguir este tipo de evolução, como é o caso da Finlândia ou da Inglaterra”.

“Se a lei da redução do sal no pão, que foi criada em 2007, fosse devidamente regulamentada e alargada a outros alimentos, esta redução seria ainda maior. Outro aspeto fundamental e que poderia contribuir para este objetivo seria uma rotulagem compreensível dos alimentos relativamente à quantidade de sal que contêm, tal como acontece para as calorias ou o açúcar, com por exemplo um código de cores (tipo semáforo) de fácil interpretação para o risco associado à hipertensão”, defendeu o presidente da SPH.

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