A conferência decorreu no passado dia 19 de junho e tinha como objetivo chamar a atenção para os problemas existentes com a prescrição por DCI e os novos modelos de receita informática que, de acordo com a OM, não contribuíram para o aumento da taxa de genéricos em Portugal, “aumento esse que apenas se deve ao aumento voluntário da prescrição de genéricos pelos médicos e à entrada de novas moléculas de genéricos”.
“Não porque (os medicamentos) estejam esgotados, como muitas farmácias afirmam à laia de desculpa, mas porque não os querem ter disponíveis para os doentes por serem baratos”, adiantou.
“Não ter os medicamentos mais baratos é a desculpa mais simples”, disse o bastonário da OM, para quem este é “um sistema montado” que “interessa à Associação Nacional das Farmácias (ANF)”.
O bastonário apresentou ainda exemplos de receitas, com a respetiva guia, de dois dos sistemas mais utilizados pelos serviços informáticos da saúde, e que revelam “a anarquia e o enviesamento das mensagens para o doente e que os baralham completamente”.
“É essencial corrigir imediatamente as perniciosas mensagens que aparecem nos guias de tratamento dos doentes, para evitar que possam ser maliciosamente enganados e financeiramente prejudicados”, defendeu.


