No ano passado, ao todo foram emitidos 142 alertas, mais 64 do que em 2006, ano em que o alerta de 78 problemas relativos a medicamentos e produtos associados à saúde despertou a atenção.
Também em 2007, pelo menos quatro medicamentos viram a sua autorização de introdução no mercado suspensa ou revogada, devido a avaliações realizadas à luz de novos dados que possibilitaram concluir que o risco da toma desses fármacos era superior ao seu benefício, sendo que em outros quatro fármacos foram identificadas reacções adversas graves, originando alterações no seu uso.
Ainda durante o ano passado, as avaliações efectuadas pelo IINFARMED acarretaram a alteração das características de quatro medicamentos e a restrição no uso para alguns doentes em, pelo menos, cinco fármacos disponíveis no mercado, após terem sido verificados problemas em alguns grupos de pessoas.
Assim sendo, o visível aumento do número de alertas segue a tendência da União Europeia. Em 2007, segundo a Agência Europeia do Medicamento, «foram feitos esforços consideráveis para reforçar a segurança dos medicamentos» com uma melhoria na solidificação de um sistema de monitorização de fármacos.
Apesar do relatório que retrata a actividade referente ao ano passado não se encontrar disponível, a autoridade europeia que controla o mercado dos medicamentos refere, ainda, que se verificou um aumento no número de pedidos de autorização de introdução do mercado para fármacos de uso humano.
Casos de insegurança nos medicamentos têm vindo a aumentar
Segundo noticiou, no dia 27 de Abril, o “Correio da Manhã”, só este ano, o INFARMED já emitiu 52 alertas, dos quais 43 referentes à qualidade e os restantes sobre a segurança dos medicamentos.


