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Proteína humana pode ser a chave na luta contra a sida

Proteína humana pode ser a chave na luta contra a sida

De acordo com os trabalhos de um grupo de cientistas norte americanos, publicados dia 28 nos Estados Unidos existe uma proteína humana que pode constituir uma nova forma de combater o VIH/sida, ao neutralizar a resistência do patogénio aos antiretrovirais.

Os investigadores afirmam ter bloqueado uma infecção por VIH numa proveta, ao desactivarem uma proteína humana, a ITK, activa nos linfócitos T, as células imunitárias do organismo.
A maior parte dos tratamentos contra esta infecção visa as proteínas do próprio vírus, porém, tendo em conta que o VIH tem uma enorme capacidade de mutação, estas proteínas mudam rapidamente e conduzem à emergência de resistência do vírus aos tratamentos, explicaram os cientistas na investigação publicada nos “Anais da Academia Nacional Americana das Ciências” e citada pelo “Diário Digital”.
Pamela Schwartzberg, do Instituto Nacional Americano de Pesquisa sobre o Genoma Humano, e principal autora deste estudo explicou que a proteína ITK activa os linfócitos T no mecanismo normal de resposta imunitária do organismo humano. Contrariamente ás proteínas do vírus HIV, a ITK desenvolve muito poucas mutações, adiantou, o que explica o recente interesse da comunidade científica em desenvolver os tratamentos para a neutralizar.
Estes trabalhos mostram também que se a proteína ITK não está activa, o vírus da sida não pode utilizar eficazmente as células linfocitárias T para se reproduzir, o que retarda, ou mesmo bloqueia, a sua propagação.

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