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Implicações da doença de Creutzfeldt-Jakob em Medicina Dentária: uma revisão do conhecimento actual

Implicações da doença de Creutzfeldt-Jakob em Medicina Dentária: uma revisão do conhecimento actual

J.T.Walker, J. Dickinson, J.M. Sutton, N.D.H. Raven, do TSE Research Group, do Centre for Emergency Preparedness and Response e do HPA e P.D.Marsh do Leeds Dental Institute, dão autoria a uma revisão crítica publicada no “Journal of Dental Research”, onde exploram o entendimento corrente dos riscos de transmissão da doença (variante) de Creutzfeldt-Jakob na prática dentária, e procuram suporte para uma rigorosa imposição dos modelos de descontaminação e limpeza dos instrumentos.

O reconhecimento dos priões enquanto novos agentes infecciosos em humanos tem acarretado sérias preocupações entre o público em geral e os profissionais de saúde.
A doença de Creutzfeldt-Jakob em humanos foi provada ser transmissível através de inúmeras vias, incluindo a transplantação, produtos médicos contaminados e através de neurocirurgias.
Apesar da probabilidade da transmissão em Medicina Dentária ser indubitavelmente muito baixa, ela pode aumentar consideravelmente devido a factores de risco desconhecidos, como a distribuição tecidular alterada em variantes da doença, a prevalência da patologia (particularmente no Reino Unido) e falhas nos processos de descontaminação que permitem a desactivação adequada dos priões.
Uma vez que as actuais técnicas de diagnóstico são ineficazes na detecção do PrPSc em tecidos dentários humanos, existe uma evidência limitada para a presença de infecção.
Dadas estas incertezas, o controlo do risco através do reforço das práticas de descontaminação parece ser a resposta mais apropriada.
Palavras-chave: infecção cruzada (cross-infeccion), controlo de infecção (infection control), vCJD, Medicina Dentária (dentistry), descontaminação (decontamination), prião (prion), TSE, instrumentos dentários (dental instrumentes)

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