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Perfil

“Falta representatividade da classe médico-dentária no poder político”

Paulo Palma médico dentista

Entrevista a Paulo Palma, médico dentista

Em criança qual a profissão que queria seguir?

Acho que fui referindo várias opções na minha infância, desde motorista a engenheiro ou médico.

O que o levou a optar pela medicina dentária?

Sinceramente, acho que quando me candidatei à Universidade os meus pais fizeram-me a mesma questão. Na altura achei que seria boa opção, primeiro pelo desafio (gosto de desafios), depois  por ser uma área médica com forte componente prática, a qual gosto muito, e também pelas boas perspetivas de emprego existentes à época. Relativamente ao local escolhido, tinha as melhores referências de Coimbra, pela importante vida académica e, claro, pela qualidade de ensino.

A nível profissional, qual o episódio que mais o marcou?

Dado que tratamos diariamente pessoas são vários os episódios que nos marcam profundamente, como uma criança de sete anos com fratura coronária dos dois incisivos centrais superiores e que escreve ao pai natal a pedir uns dentes novos, o que me fez sentir com superpoderes. No entanto, a ida à Sala dos Capelos (Reitoria da Universidade de Coimbra) para a defesa da tese de doutoramento foi sem dúvida uma experiência marcante, quer pelo simbolismo histórico do local em si, quer pela presença dos familiares, amigos e colegas e, naturalmente, por ser  pelo culminar de vários anos de trabalho.

Tem algum lema de vida?

Sim, aproveitar ao máximo a felicidade que vida nos dá.

A nível profissional, do que mais se orgulha e do que mais se arrepende?

Neste ponto destacaria a obtenção da certificação internacional, como membro certificado da European Society of Endodontology. Orgulho-me ainda da amizade com meus mestres, aos quais agradeço pelos conhecimentos e valores transmitidos e com os quais ainda hoje trabalho. E, por outro lado, arrepender-me… só de trabalhar demais.

Não sai de casa sem…

Um beijo da esposa e dos filhos.

Qual o seu maior vício?

Sem dúvida é ver os jogos do SL Benfica.

Qual a palavra que melhor o descreve?

Perseverança

Projetos para 2016?

São vários no âmbito da Endodontia. Uns em mente, outros já estão no papel, e que vão desde a formação à investigação nacional e internacional.

O que falta no sector da medicina dentária em Portugal?

Representatividade da classe médico-dentária no poder político, de modo a possibilitar a integração da Medicina Dentária no sistema nacional de saúde, permitindo aos portugueses usufruir dos cuidados adequados de saúde dentária.

Entrevista publicada na edição de setembro/outubro de 2015 da revista SAÚDE ORAL

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