A conclusão é de um estudo conduzido por investigadores da Universidade do Michigan, nos EUA, que revela que os pacientes que tomam antiácidos e digestivos têm maiores taxas de sobrevivência e resistência à doença do que pacientes que não tomam esse tipo de medicação.
A investigação incluiu 596 pacientes com cancros da cabeça ou do pescoço que não haviam ainda sido tratados. Destes, dois terços tomaram antiácidos durante os tratamentos, enquanto os restantes não tomaram.
“Os pacientes que tomaram antiácidos durante os tratamentos tiveram, na generalidade, melhores taxas de sobrevivência”, explicam os cientistas responsáveis pelo estudo. Estes pacientes tiveram 45% menos risco de morte em relação ao grupo de controlo.
Apesar destes resultados indicarem que os antiácidos e os medicamentos estimuladores da digestão têm um efeito terapêutico neste tipo de pacientes, ainda não se compreendeu quais os mecanismos que causam este efeito, questão que deverá ser descoberta em breve, uma vez que a equipa norte-americana vai prosseguir com o estudo.


