De acordo com os médicos-dentistas envolvidos no estudo, as pessoas que ainda mantêm alguns dos seus dentes conseguem manter a sua funcionalidade e apenas necessitam de próteses dentárias se a falta de dentes interferir com a sua qualidade de vida.
O estudo, baseado em dados recolhidos junto de 2700 australianos, revela que a maioria dos inquiridos que consideram utilizar próteses dentárias em alguma altura da sua vida na realidade não precisam delas.
“Durante muitos anos foi tido como certo que se as pessoas sofrem de perda de dentes precisam de próteses dentárias, implantes ou outros elementos corretivos para substituir os dentes perdidos. O que descobrimos agora é que isso, na verdade, depende da posição dos dentes que foram perdidos, assim como da quantidade. Muitas pessoas têm 28 dentes definitivos e os seus dentes do sizo, mas é possível ter significativamente menos dentes desde que estes estejam na posição certa e na quantidade certa”, indica Haiping Tan, cientista responsável pela descoberta.
Segundo o estudo, se as pessoas ainda possuírem um ‘balanço’ entre dentes para trincar, na parte da frente da boca e dentes para mastigar, na parte de trás, é possível ter qualidade de vida sem a utilização de uma prótese.
“Os recursos económicos destas pessoas devem antes ser gastos na prevenção da perda de mais dentes, em serviços de diagnóstico e em check-ups em vez de em procedimentos protéticos”, conclui o investigador.


