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Barcelos

Barcelos: Congresso sobre fracassos em implantologia junta 250 dentistas

Barcelos: Congresso sobre fracassos em implantologia junta 250 dentistas

“Falar de fracassos em implantologia pode parecer uma loucura”. Foi assim que o médico dentista João Pimenta abriu a I Reunião de Insucessos em Implantologia Dentária, que decorreu no auditório da Câmara Municipal de Barcelos no passado dia 15 de fevereiro.

Uma ‘loucura’ que foi abraçada por cerca de 250 pessoas que encheram o espaço e acabaram por validar a necessidade de se discutir o que não corre bem nestes procedimentos. Aliás, João Pimenta – que juntamente com Manuel Neves foi o responsável pela organização do evento – admitiu desde logo que o objetivo da reunião seria de caráter pedagógico.

“Vamos partilhar fracassos e problemas em conjunto para sermos melhores, para melhor tratarmos os nossos pacientes. E vamos fazê-lo dizendo que não queremos objetivar nada nem ninguém. Não vimos aqui com metralhadoras apontadas a nada, nem ninguém. Queremos, em definitivo, fazer parte do processo de implantologia.”

A reunião centrou-se nos fracassos resultantes da própria prática dos médicos dentistas, nomeadamente fracassos resultantes de problemas de oclusão, problemas biomecânicos e de planeamento. Em debate estiveram temas como “Considerações biológicas sobre fracassos em Implantologia”, “Considerações sobre planeamento nos fracassos em Implantologia”, “Considerações oclusais e biomecânicas nos fracassos em implantologia” e “Considerações biomecânicas nos fracassos em implantologia: uma visão laboratorial”.

Entre os oradores destaque para as presenças de Gil Alcoforado, João Caramês, Cesaltino Remédios e Luís Macieira. A moderação esteve a cargo de João Pimenta e, em tempo real, uma pequena equipa liderada por Manuel Neves ia presenteando os congressistas com a literatura de apoio aos assuntos que iam sendo discutidos.

Para João Pimenta, o facto de ter tido uma ‘casa cheia’ veio apenas confirmar o que já sabia: é mais importante discutir os insucessos, do que os sucessos. “Sempre foi. Só que muitas vezes não há coragem para arranjar um grupo de conferencistas e colegas que apresentem comunicações sobre os seus próprios fracassos. É preciso ter uma coragem muito grande, as pessoas não gostam de falar do que falham. E repare nos nomes que aqui estão. Mas também admito que só pessoas com muita experiência em implantologia podem falar de fracassos de uma forma consistente”.

Nota: Ler a reportagem na íntegra na edição Março/Abril da SAÚDE ORAL

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