O futuro das obturações dentárias e dos tratamentos dentários no geral pode passar pela utilização de biomateriais sintéticos. Pelo menos é o que acredita um grupo de investigadores da Universidade de Nottingham e do Wyss Institute da Universidade de Harvard, que desenvolveu um biomaterial sintético para tratamentos dentários que pode mudar a face da medicina dentária.
De acordo com os responsáveis pela inovação, este novo compósito à base de materiais bioativos pode ajudar as estimular as células estaminais dos dentes para que estas “promovam o crescimento pulpar e da dentina”, facilitando a regeneração dentária.
A inovação venceu o segundo prémio da categoria de Materiais da edição de 2016 da Royal Society of Chemistry’s Emerging Technologies Competition, iniciativa que pretende acelerar a comercialização de tecnologias inovadoras nas áreas da saúde e do bem-estar, do ambiente, da alimentação e dos materiais.
“Criámos biomateriais sintéticos que poderão ser usados de forma semelhante às obturações dentárias mas que podem ser colocados em contacto direto com o tecido pulpar para estimular as células estaminais dos dentes”, refere Adam Celiz, um dos responsáveis pela inovação.


