Quantcast
 

Centro Cirúrgico Dentário e Ortodôntico: Uma aposta na interdisciplinaridade

Centro Cirúrgico Dentário e Ortodôntico: Uma aposta na interdisciplinaridade

Fundado há 30 anos por Rodrigues Pereira, o Centro Cirúrgico Dentário e Ortodôntico nem sempre funcionou no mesmo local. Oeiras acolhe esta clínica, que possui «uma equipa interdisciplinar que faz uma avaliação global do doente». No CCDO, também os médicos dentistas podem encontrar, além de um local de referência para os seus pacientes, uma oferta de formação contínua.

A ideia da interdisciplinaridade e as suas vantagens são uma constante ao longo do discurso da gestora do CCDO, Susana Pereira, que não se cansa de enumerar as vantagens deste conceito: «para prestar o melhor serviço tem de ser através de clínicos especializados em determinadas áreas. Até porque, quando os médicos se dedicam apenas a uma área, conseguem reunir um leque de conhecimentos muito mais aprofundado e prestar assim um melhor serviço aos seus pacientes». Além disso, considera que a interdisciplinaridade permite a «sinergia do conhecimento e a habilidade de cada disciplina na elaboração de um plano de tratamento completo».

Assim, do leque de oferta do CCDO contam a cirurgia maxilo-facial, dentisteria estética, endodontia, periodontia, implantologia, ortodontia, odontopediatria, prótese e oclusão, a equipa do CCDO é constituída por onze médicos dentistas e um cirurgião maxilo-facial.

Se inicialmente, Rodrigues Pereira se dedicava à medicina dentária generalista, com o passar dos anos e dado o volume de trabalho, «foi acolhendo colegas com mais interesse em determinadas áreas» e também se foi dedicando mais à ortodontia e, posteriormente, à prótese e oclusão, como conta a filha, Susana Pereira.

Herança de família

Da equipa médica fazem parte duas das três filhas do fundador da clínica, Sara e Anabela Pereira, estando a cargo de Susana Pereira toda a gestão do espaço.

Sem nunca ter tido a ambição de se dedicar à medicina dentária e, após uma passagem pela área financeira e da restauração, a gestora resolveu assumir um lugar mais activo na clínica criada pelo pai em 1980, até porque considera que, «a partir de uma certa dimensão, começa a haver a necessidade de uma gestão profissional».

Descrevendo as suas funções, Susana Pereira revela que é responsável por toda a gestão, à excepção da vertente clínica, destacando a gestão financeira, de recursos humanos e gestão de compras, considerando que esta gestão profissionalizada serviu também para cimentar o CCDO como centro de referência para outros clínicos, que, como conta, «enviam regularmente pacientes, especialmente na área da periodontia, ortodontia, odontopediatria e oclusão».

Espaço moderno e funcional

Localizado numa zona comercial de Oeiras, o CCDO está distribuído por 380m2, alvo de remodelação há cinco anos que lhe conferiu uma imagem mais moderna e harmoniosa.

Com oito gabinetes equipados com os equipamentos mais recentes, sendo que um deles tem ainda a particularidade de reunir no mesmo espaço três cadeiras, o CCDO dispõe de diversos meios auxiliares de diagnóstico, dos quais se destaca o equipamento que permite a realização de condilografias, «meio de diagnóstico fundamental para tratar disfunções das articulações temporomandibulares».

Sem acordos ou cheque-dentista

O CCDO não aderiu ao PNSO e aos seus cheque-dentista, embora considerem a iniciativa um primeiro passo dado no sentido de tornar a medicina dentária acessível a todos os portugueses. Tem no entanto, limitações, uma vez que o previsto é insuficiente para a resolução dos problemas de saúde oral de grande parte dos portugueses.

Além disso, o CCDO opta por não ter acordos com qualquer entidade, porque sempre quiseram apostar na especialização «a um nível que envolve elevados custos, dado o investimento que os médicos fazem na sua formação, além do investimento em materiais e equipamento de topo». Porém, em tempo de crise económica, as idas ao médico dentista não têm sido sacrificadas no CCDO, como avalia Susana Pereira.

O CCDO recebe pacientes das mais diversas zonas do país, desde a próxima Lisboa às regiões autónomas e mesmo do estrangeiro. «Muitos pacientes que se ausentaram do país por motivos académicos ou profissionais mantém connosco uma relação de grande confiança e, quando vêm de férias a Portugal, aproveitam para tratar os seus dentes», explica a gestora.

Também o nível socioeconómico é díspar, mas é no atendimento dos pacientes mais novos, as crianças, que reside o maior desafio. Assim, para o efeito, «foi criado um gabinete específico, bem como zonas próprias na sala de espera» e até um mural com os desenhos enviados pelos detentores dos sorrisos mais jovens da clínica à equipa de odontopediatria e ortodontia.

Solucionar casos difíceis

Com uma experiência de vida longa no mercado, o CCDO tem recebido os mais diversos casos clínicos referenciados por outros médicos dentistas ou de pacientes privados, mas como conta Susana Pereira, «95% dos pacientes vem através da publicidade boca-a-boca».

Mas há também alguns casos em que a experiência da visita à clínica serviu de elemento tranquilizador para dar os primeiros passos rumo à cadeira do dentista. Exemplo disso é a história de um paciente que nunca tinha realizado qualquer tratamento médico dentário porque tinha «medo até de entrar no gabinete» e, «apesar de trazer a esposa e, mais tarde, o filho para realizarem tratamentos, só ao fim de algum tempo, convencido pelo filho e, após conhecer o nosso trabalho, decidiu ser tratado», revela Susana Pereira.

Também os casos de pacientes que descuraram durante anos a sua saúde oral são frequentes nesta clínica. Para todos a equipa interdisciplinar encontra solução, após reunião em que debatem as várias opções de planos de tratamento a adoptar. Até porque o lema que pauta o CCDO é o de que «qualquer paciente com um problema médico dentário encontra aqui uma ou mais soluções, através de uma avaliação completa, bem como um plano de tratamento personalizado», frisa Susana Pereira.

Pacientes mais informados

Contudo, não são apenas os médicos dentistas que possuem, actualmente, conhecimentos mais aprofundados sobre as suas áreas de intervenção. Também os pacientes são, na era da globalização, mais informados e exigentes e, como avalia Susana Pereira, «há uma maior preocupação estética, o que leva a uma também maior preocupação com a saúde oral de uma forma geral, porque há a noção de que para ter dentes bonitos estes têm de estar bem tratados».

Também no caso dos mais novos, a gestora refere que nota uma maior consciencialização por parte dos pais para a necessidade de tratamento desde a mais tenra idade. Daí que, num computo geral, considere que a saúde oral dos portugueses «tem melhorado».

Este site oferece conteúdo especializado. É profissional de saúde oral?