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DentalBizz

Eficiência no controlo da sua tesouraria

Eficiência no controlo da sua tesouraria

No dia 27 de setembro participei em mais uma edição do Dentalbizz, no Porto, que contou com oradores com enorme experiência em áreas da gestão como os recursos humanos, marketing, direito laboral e finanças. 

Contou ainda com a presença de ilustres convidados, intimamente ligados ao sector da medicina dentária, que na “mesa redonda” discutiram se vale a pena ou não investir em medicina dentária.

Em relação a este tema, a minha resposta não poderia ser mais pragmática: claro que sim, desde que competência técnica esteja garantida e sejam desenvolvidos instrumentos de diferenciação em relação aos mais directos concorrentes. Se houver inovação, tanto melhor.

Esta será a verdadeira vantagem competitiva num mercado fragmentado e cada vez mais saturado. A este propósito, tive a oportunidade de apresentar algumas estatísticas oficiais que comprovam que apesar do sector da medicina dentária ter descrescido em volume de negócios em 2012 face ao ano anterior, o número de clínicas dentárias continua a aumentar.

De um ano para outro houve um aumento líquido de 251 novas clínicas dentárias no território nacional. Num país tão pequeno, mergulhado numa profunda crise económica e num sector altamente concorrencial, é de louvar a coragem destes empreendedores. E sei que há muitos que estão a ter sucesso porque souberam posicionar-se no mercado e marcar a diferença. Na cadeia de distribuição é claro que quem agradece é o consumidor final, que beneficia de uma ampla oferta de serviços a preços mais competitivos.

Às vezes competitivos demais, quando se fazem ofertas através dos sites de descontos de grupo. Retomando as estatísticas, o volume global de negócios no mercado dentário foi de 625 milhões de euros, menos 3,8% em relação a 2011, o que naturalmente se traduz numa redução da facturação média de uma clínica dentária de 140 para 132 mil euros. Estes números têm por base o CAE 86230 – actividades de medicina dentária e odontologia.

Quando se fala em investir num negócio é inevitável equacionarmos qual a ponderação de investimento por via de capitais próprios e capitais alheios. Tive a oportunidade de referir na minha intervenção que existem factores como o risco do negócio, o ciclo de vida (antiguidade da clínica/empresa) e peso dos custos fixos na estrutura que condicionam o acesso aos capitais alheios.

E cada vez mais, dada a actual restrição na concessão de crédito por parte das instituições bancárias. Ainda referi algo que senti ter criado surpresa junto da audiência, relacionado com o efeito de alavancagem: basicamente, a ideia da alavancagem é que a rentabilidade dos capitais próprios investidos em determinado projecto aumenta à medida que a percentagem de capitais alheios utilizados é maior, desde que o nível de capitais alheios não seja tão elevado que ponha em risco a viabilidade do projecto. Ou seja, mesmo tendo capitais próprios pode compensar investir com capitais alheios. Parece contraditório? Sim, mas é um facto. Analise o seguinte exemplo (fictício) que apresenta as fórmulas de cálculo, e tire as suas próprias ilações. Uma conclusão imediata: neste exemplo, o melhor projecto será o C (investimento de 40% com capitais alheios), porque é o que apresenta a melhor taxa de rendibilidade dos capitais próprios.

Nota: Ler o artigo na íntegra na edição Setembro/Outubro da revista Saúde Oral

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