Um grupo de investigadores noruegueses estudou a utilização de medicinas complementares e alternativas para tratar pacientes com problemas de saúde atribuídos a amálgamas dentárias. De acordo com o Dental Tribune, o estudo focou-se em pacientes com problemas de saúde persistentes, mesmo depois da remoção das amálgamas dentárias.
Segundo os responsáveis pelo estudo, cerca de um quarto dos participantes reportaram que não tiveram nenhuma ou quase nenhuma melhoria no seu estado de saúde mesmo depois da remoção das amálgamas dentárias, com alguns a referirem inclusive que o seu estado de saúde piorou.
“As queixas de saúde destes pacientes são frequentemente semelhantes aos padrões de sintomas associados com sintomas físicos medicamente inexplicáveis, como a fibromialgia, uma doença caracterizada pela dor músculo-esquelética”, revelam os responsáveis pela investigação.
Para determinar a prevalência de medicinas complementares e alternativas neste grupo de pacientes, os cientistas classificaram estas medicinas em cinco categorias: sistemas médicos alternativos, como a medicina tradicional chinesa e a homeopatia; intervenções de corpo e mente, como a meditação; sistemas baseados na biologia, como o herbalismo; métodos baseados no corpo, como a quiroprática e a massagem; e terapias de energia, como o reiki.
89% dos inquiridos revelou utilizar pelo menos uma destas medicinas alternativas, com mais homens a reportarem (95,7%) a utilização destas modalidades do que mulheres (86%). No que diz respeito à categoria destas medicinas complementares, a maioria dos inquiridos apostava sobretudo nos suplementos nutricionais, com vitaminas e minerais recomendados por um especialista no topo das preferências (66,7%), seguidas da toma de vitaminas e minerais por iniciativa própria (59,0%), da homeopatia (54%) e da acupuntura (48,8%).
Quando questionados acerca dos efeitos destas terapias alternativas, os pacientes com uma saúde normal e boa reportaram melhores resultados do que os inquiridos com uma má saúde. Em contraste, cerca de 12,3% dos inquiridos revelaram que os sintomas pioraram com este tipo de tratamentos.
Apesar do estudo indicar que este tipo de terapias alternativas é largamente utilizado, os resultados não podem ser generalizados, uma vez que o grupo pode não ser representativo. Ainda assim, os efeitos adversos provocados pela amálgama dentária ainda não são vistos como uma possível causa de diagnóstico para o sistema nacional de saúde.
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