“Há muito tempo que os cientistas têm tentado compreender se o envelhecimento ocorre independentemente nos vários órgãos e tecidos corporais ou se é ativamente regulado por um órgão específico”, afirma Dongsheng Cai, professor de farmacologia molecular que coordenou o estudo.
O investigador acrescenta que o estudo permitiu perceber que muitos aspetos do envelhecimento são controlados pelo hipotálamo. Nos ratos, a alteração dos sinais dentro desta região do cérebro permitiu desacelerar o envelhecimento e aumentar a longevidade.
Para chegar a esta conclusão, os investigadores decidiram estudar a inflamação no hipotálamo, focando-se numa proteína complexa denominada NF-kB, que se encontra no núcleo dos processos inflamatórios (envolvidos em muitas doenças ligadas ao avanço da idade) em associação com várias centenas de outras moléculas.
A equipa da instituição norte-americana descobriu também que a ativação desta proteína causou a diminuição dos níveis de uma hormona sintetizada no hipotálamo, a GnRH , que contribui igualmente para o envelhecimento corporal.
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