A odontologia avançada tem permitido aos dentistas detetar precocemente alguns tipos de cancro que se manifestam na boca, além de auxiliar no alívio da dor e no controlo de efeitos secundários da quimioterapia e da radioterapia. A laserterapia consiste na aplicação de laser nas ulceras, edemas, inflamações e hemorragias decorrentes dos tratamentos do cancro.
Segundo dados recolhidos por professores dos cursos de Especialização e Capacitação em Laser da Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, cerca de 40% dos pacientes submetidos à quimioterapia e 100% dos que recebem radioterapia de cabeça e pescoço desenvolvem a mucosite oral (aftas na boca), manifestada na forma de edema, sangramento e eritema (inflamação) na cavidade bucal.
De forma a minimizar estes efeitos, como explica Daiane Thais Meneguzzo, coordenadora daqueles cursos no Brasil, “a laserterapia alivia a dor e melhora a qualidade de vida do paciente ao permitir que ele passe a alimentar-se mais adequadamente, tenha um aumento na produção de saliva e melhore o paladar, ajudando na sua recuperação. A intensidade da dor é variável em cada paciente mas, de uma maneira geral, as úlceras (aftas) comprometem a mastigação de alimentos levando, muitas vezes, à alimentação por sonda e dificultam até a fala”.
Segundo a especialista, a intensidade da mucosite pode levar à interrupção do tratamento oncológico. Os tratamentos convencionais são paliativos e de eficácia “bastante inferior aos benefícios alcançados pela laserterapia”, acrescentou.


