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25% doentes com dor crónica sem tratamento por falta de dinheiro

Quatro milhões de portugueses admitem cortes no orçamento familiar

Por falta de dinheiro, um em cada quatro portugueses com dor crónica não segue o tratamento prescrito pelos médicos. Os dados foram revelados num estudo da revista Deco Proteste.

Segundo a pesquisa, os doentes queixam-se que os fármacos prescritos perdem rapidamente a sua eficácia, além do custo elevado do tratamento, cerca de 77 euros por mês, a que se junta muitas vezes a despesa de deslocação até ao hospital ou unidade de saúde.

Os dados recolhidos indicam que os custos apurados para o Estado e para as empresas são de “grande dimensão”, uma vez que a dor mal controlada é a causa de cerca de 11 milhões de faltas ao trabalho todos os anos. Os problemas nas costas e no pescoço são os responsáveis pelo sofrimento da maioria das pessoas que responderam ao inquérito. Cerca de metade dos inquiridos indicou ainda dores de cabeça e enxaquecas e quatro em cada dez referiu sofrer de dores nos músculos e nas articulações. De acordo com o estudo, a dor crónica (por mais de três meses) afeta 27% dos portugueses, estando um em cada três sem acompanhamento médico.

 

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