Um grupo de investigadores da Universidade da Califórnia publicou recentemente os resultados de um dos maiores estudos algumas vezes feitos sobre o abuso de metanfetaminas. De acordo com os cientistas, as taxas de prevalência de doenças orais em consumidores desta droga, em particular nas mulheres, são muito elevadas.
A investigação procurou analisar os padrões e a severidade das doenças orais em 571 consumidores de metanfetaminas, realizando para isso vários check-ups orais e avaliações psicológicas.
Os primeiros resultados conhecidos mostram que os consumidores de metanfetaminas têm elevadas taxas de prevalência de doenças orais e que a dose está diretamente relacionada com a prevalência deste tipo de doenças, com maiores níveis de consumo associados a maiores taxas de doenças orais.
Assim, cerca de 96% dos participantes neste estudo possuía cáries dentárias, 58% tinham cáries que não estavam tratadas e apenas 23% mantinham todos os seus dentes naturais. Além disso, os investigadores descobriram que as mulheres analisadas no estudo tinham taxas de perda dentária e de cáries superiores aos homens.
“A prevalência e os padrões de doenças dentárias e periodontais podem ser utilizados para alertar os dentistas para uma possível ocultação do consumo de metanfetaminas e para planear um tratamento”, defendem os autores do estudo.


