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O facto de não ser médico não é relevante

O facto de não ser médico não é relevante

“Vemos a designação de Paulo Macedo para ministro da Saúde numa perspetiva de confiança no perfil da pessoa que vai ser nomeada hoje”. Foi desta forma que Orlando Monteiro da Silva começou por comentar a nomeação de Paulo Macedo para a pasta da Saúde do novo Governo que toma posse hoje, dia 21 de junho.

“O facto de não ser médico não é relevante. O que é fundamental é o seu perfil e a sua capacidade de gestão. Não é a primeira vez que um não médico está à frente do ministério da Saúde. Temos os exemplos de António Arnaut, Leonor Beleza, Luís Filipe Pereira ou Manuela Arcanjo”, refere o Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas. “A medicina dentária está no setor liberal, privado, e apenas se pede que nos deixem trabalhar”. Para Orlando Monteiro da Silva, o novo ministro da Saúde tem provas dadas ao nível do “combate ao desperdício e a nível da eficácia. Terá que haver sensibilidade social relativamente às medidas a tomar. Mas o percurso que teve noutras áreas dá-nos uma perspetiva de confiança na sua atuação futura”.

Paulo Macedo, licenciado em Organização e Gestão de Empresas, pós-graduado em Gestão Fiscal, chegou à Direção Geral dos Impostos (DGCI) em 2004 pela mão de Manuela Ferreira Leite e é visto como um dos grandes responsáveis pela modernização e informatização da máquina fiscal.

Atualmente exerce o cargo de vice-presidente do conselho de administração executivo do Milennium BCP. Ocupa ainda o cargo de vogal do Supervisory Board da Euronext, NV, é vice-presidente da comissão executiva do agrupamento de Alumni da AESE – Associação de Estudos Superiores de Empresa e membro do conselho da escola do Instituto Superior de Economia e Gestão.

De referir que, entre 2001 e 2004, foi administrador da Companhia Portuguesa de Seguros de Saúde, S.A. (Médis).

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