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Perda dentária prematura pode afectar futuro de saúde oral

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De acordo com um estudo publicado na edição de Março/Abril da revista “General Dentistry”, da Academy of General Dentistry (AGD), na maioria das vezes, tanto os pais como outros encarregados pelo cuidado das crianças não sabem como agir perante um traumatismo dentário e, por conseguinte, não executam os procedimentos necessários, podendo afectar permanentemente a saúde oral das crianças.

Segundo noticiou o “Medical News Today”, no dia 23 de Maio, é possível que ocorram dois tipos de perda dentária traumática durante a infância: a perda prematura de um dente de leite ou a perda de um dente permanente. «No que respeita ao dente decíduo, eles [os pais e os educadores] normalmente não acreditam que a sua perda é importante, uma vez que é suposto o dente definitivo substituí-lo», comentou o porta-voz da AGD, Tom A. Howley.
Ou seja, é importante manter a primeira dentição, porque ela é responsável pela conservação do espaço para os dentes permanentes. Conservar os dentes de leite aumenta, também, a possibilidade dos dentes definitivos nascerem direitos.
De acordo com a autora principal do estudo, Lucianne Cople Maia, outro pensamento errado é o de que o dente pode sempre ser reimplantado. Contudo, deveria ser considerado o tratamento em caso de prematura perda dentária primária. A área de onde o dente se desprendeu «deve ser examinada, buscando fracturas ósseas ou outros danos», explica Howley.
No que concerne à perda de dentes permanentes, os pais e os educadores costumam atrasar a procura de tratamento.
Outro porta-voz da AGD, Mark Donald, explica que «a probabilidade de sucesso encontra-se directamente relacionada com o tamanho do trauma e com o tempo que o dente está fora da cavidade oral». «O tempo ideal entre a perda dentária e a reimplantação é de 30 minutos no máximo», acrescentou Maia.
Ainda de acordo com o estudo, as crianças tendem a perder os dentes permanentes prematuramente devido ao facto das raízes e das gengivas ainda se estarem a desenvolver.

 

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