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Amarante

Rui Monterroso prepara projeto de 3,5 milhões em Amarante

Rui Monterroso prepara projeto de 3

O projeto é arrojado, mas sustentado. Pelo menos é o que garante Rui Monterroso, que vai erguer em Amarante um centro de investigação e formação internacional com uma clínica de medicina dentária de referência. Um investimento que, em quatro anos, deverá chegar aos 3,5 milhões de euros.

Tem entre mãos um projeto ambicioso. Um centro de investigação e formação internacional com uma clínica de medicina dentária de referência, num investimento que pode chegar aos 3,5 milhões de euros. Está tudo a correr como previsto?

Sim. O projeto já é uma realidade e tem a vertente financeira aprovada. Já há uma pré-reserva de um edifício que espera agora a viabilidade dos projetos, nomeadamente a nível de arquitetura, da Administração Regional da Saúde, entre outras entidades. Está a correr com a celeridade que este tipo de projetos pode ter, mas dentro do previsto. Temos o total apoio da Câmara Municipal e da Associação Empresarial de Amarante, entidades às quais apresentamos o projeto.

Que tipo de apoio?

No caso da Câmara Municipal vão tentar apoiar com a “celeridade”. Repare que não é com o objetivo de criar facilidade, mas tão-somente celeridade, agilidade. Com a Associação Empresarial vamos tentar desenvolver apoios para o projeto de investigação e formação. Vamos estudar os apoios e as parcerias que consigamos desenvolver.

Segundo percebi, o projeto está a ser preparado para atrair médicos dentistas, investigadores e formandos de vários países.

Exatamente. Neste momento, o objetivo é norte da Europa e o mercado angolano.

Pretendem assumir-se como uma clínica de luxo?

Nada disso. Também não vamos ser low-cost. Vamos praticar preços normais para o mercado nacional. O que queremos é que seja um projeto, em termos de equipamento, de referência mundial. Isso sim. A nível de investigação e formação vamos tentar propor cursos para trazer médicos de outros países, numa lógica de turismo dentário.

Mas propondo Portugal como um destino para aprender e lazer?

Exatamente. Os médicos podem desta forma aproveitar a parte de formação e a parte lúdico turística. Ao nível da clínica de referência, alguns pacientes serão tratados durante os cursos. Ou seja, tratamentos de elevado valor e qualidade que poderão ser ministrados a valores muito mais baixos a nível de mercado.

Mas porquê Amarante?

Por vários fatores. Um deles é a ligação ao aeroporto de Vigo, que é um ponto estratégico e vai-nos permitir uma forte ligação à Galiza, que é um mercado que queremos explorar. Depois, com a nova autoestrada, a ligação ao aeroporto do Porto são 25 minutos de estrada. Olhe que se fossemos para Gondomar, Rio Tinto… demoraríamos mais tempo. Para além de que, em termos da componente lúdico turística, temos todas as condições. Temos um campo de golfe referência, temos o parque aquático, o Hotel da Calçada com uma estrela Michelin, e num raio de 20 quilómetros temos sete hotéis de quatro estrelas. Isto além de que Amarante, per si, é uma cidade de turistas. Porque não o Algarve? Porque não Lisboa? Porque não o Porto. Olhe, e porque não Amarante? Porque não? Sobretudo gostaria de ver mais jovens a trabalharem e radicarem-se em Portugal ao invés de terem de procurar o estrangeiro para conseguirem vencer.

Como está escalonada a abertura do projeto?

Se a aprovação dos projetos da localização correr como prevista, estaremos a funcionar durante 2014. Se não em pleno, pelo menos parcialmente. Mas não queremos que isto se estenda no tempo. Há investimentos que têm de ter retorno.

A quantos anos está previsto esse retorno?

A quatro anos, como qualquer investimento. Claro que hoje em dia essas variáveis não são tão fixas, mas pretendemos reaver o investimento nesse espaço de tempo.

Qual é a especialidade que vai fazer questão de ter neste projeto?

Cirurgia e Implantologia. Falo sempre no meu amigo Rui Pereira da Costa, da Endodontia. Claro que gostava muito que ele me ajudasse a criar lá algo. Na Ortodontia também já temos estabelecidos alguns contactos.

Atualmente qual é a composição do seu grupo?

É composto por duas clínicas em Mondim de Basto, outra em Celorico de Basto e um laboratório de prótese dentária, que neste mês de janeiro contratou o seu 12.º funcionário. Segundo o Banco de Portugal, há dois anos o nosso laboratório foi o terceiro maior de Portugal em termos de faturação.

Nota: Ler a entrevista na íntegra na edição de Janeiro/Fevereiro da revista Saúde Oral

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