Um artigo publicado recentemente no South China Morning Post pelo especialista em medicina dentária Paul Leung sugere que as visitas bianuais podem não ser realmente necessárias.
“Não existe nada que suporte a ideia de que devemos visitar o dentista a cada seis meses, apesar dessa regra se poder aplicar a alguém com algum risco de vir a sofrer de cáries dentárias ou doença periodontal”, explica Leung na publicação.
Segundo o especialista, se os dentes e gengivas do paciente forem saudáveis, e este não tiver nenhuma doença que o faça ser considerado um paciente de risco, “não existe necessidade de ir tantas vezes ao dentista”.
“As doenças dentárias, como as cáries e a doença periodontal, que causam a destruição do osso à volta da raiz do dente e que podem levar à perda de dentes estão relacionadas com bactérias. Quando vai fazer um check-up dentário, aquilo que o dentista procura é avaliar a qualidade da higiene oral que faz em casa. Por outras palavras, o quão eficiente é a sua escovagem. Se o seu dentista o considerar um paciente de risco, então faz sentido visitar regularmente o médico dentista para check-ups”, refere.
Visitas a cada 12 ou 18 meses
Para Paul Leung, no caso dos pacientes de baixo risco a frequência deve ser diferente: a cada 12 ou 18 meses. “No entanto é muito importante que os pacientes não cheguem a essa conclusão sozinhos. Apenas um dentista ou um higienista é qualificado para tomar essa decisão”, conclui.
Segundo os especialistas, a manutenção de uma boa higiene oral passa pela escovagem dos dentes pelo menos duas vezes por dia, pela utilização de fio dentário e por visitas regulares a um médico dentista ou a um higienista oral.


