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Ministra da Saúde defende que as medidas impopulares são necessárias

Pasta da Saúde: Ana Jorge substitui Correia de Campos

Ana Jorge reafirmou anteontem que a reforma dos serviços de saúde vai prosseguir nos moldes em que estava a ser pensada e sublinhou que são necessárias «medidas impopulares».

Referindo-se ao polémico encerramento de serviços de urgência, a ministra afirmou que «havia demasiadas portas abertas e poucas boas», o que justifica as «chamadas medidas impopulares», algumas das quais «são, de facto, necessárias».
No entender da responsável pela pasta da Saúde, o seu Ministério é complexo porque «é dos poucos que tem os serviços abertos 365 dias, sete dias por semana, 24 horas por dia e porque se trata da vida das pessoas».
«A remodelação e reorganização de horários de atendimento em saúde são medidas difíceis que provocam reacções da população e dos profissionais, contudo são fundamentais para melhorar o atendimento», disse.
Apesar de sublinhar que «pode não concordar com tudo» no processo de requalificação das urgências, garantiu que vai dar «continuidade» à política traçada pelo Governo, recordando que antes de ter sido nomeada para ministra fez algumas criticas à requalificação, mas quis deixar claro que estas estão «mais ligadas ao processo do que à essência de reforma».
Classificando a pasta que herdou como uma das «mais difíceis», Ana Jorge defendeu ainda que em Portugal «há uma procura desajustada» dos serviços de saúde e um «recurso exagerado» a meios complementares de diagnóstico.

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